quarta-feira, 5 de outubro de 2016

no dia ...

 
No dia em que já não pararem por um minuto sequer para mergulhar no olhar um do outro …
No dia em que já não tiverem um minuto sequer para dizer o quanto “importam” na vida um do outro …
No dia em que já não tiverem um instante sequer para expressar o quanto “acrescentam” na vida um do outro …
No dia em que já não tiverem o desidrato de partilhar os pequenos “grandes” detalhes do dia-a-dia com aquele/aquela a que chamam de parceiro/parceira, companheiro/companheira …
No dia em que o desidrato de voltar a casa para sentir o calor do abraço dela/dele não for tão intenso como o calor do sol estival …
No dia em que sentirem a presença um do outro não tocar a alma como o sorriso de uma criança brincando …
no dia em que o trabalho, o telemóvel, o computador for mais importante do que a disponibilidade e vontade de estar com aquele/aquela com quem partilhamos a nossa vida como companheir@ … 
no dia em que já não tiverem tempo, vontade, ímpeto para uma sorriso, um abraço, uma mensagem ...  
nesse dia … talvez seja o dia de perceber a enorme diferença entre um relacionamento e um “hábito” … o “hábito” de partilhar um espaço ou circunstância com alguém … e nada mais do que isso …
no dia em que te habituares à ausência, à indiferença, à desconexão …
no dia em que te habituares à distância, a uma rotina “frouxa”, a já nada esperar, sonhar, desejar de um relacionamento …
nesse dia talvez seja o dia de tomares consciência de tudo aquilo que um relacionamento pode verdadeiramente ser …
quando não nos resignamos ou habituamos ao que ele se tornou …
ou talvez seja o dia de perceberes que já não tens qualquer relacionamento … a perder …
que talvez seja o dia de perceberes que tu mereces tudo aquilo que a vida te pode proporcionar … de extraordinário …
nomeadamente no contexto de um relacionamento dito … amoroso …
Talvez hoje seja o dia …

Pedro Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL

Sem comentários:

Enviar um comentário