terça-feira, 20 de março de 2018

20 de Março de 2018, Equinócio de Primavera


Chega a Primavera e com ela um novo ciclo …
um novo ciclo de luz, um novo ciclo repleto de odores libertados pela terra, um novo ciclo repleto de vida e intensidade …
A vida volta a desabrochar … e que também em ti a vida possa desabrochar repleta de intensidade e poder.
Observa a vitalidade da Mãe Natureza e aprende com os seus ensinamentos ancestrais …
Sente a Natureza a palpitar de Primavera e observa a plenitude desta estação com toda a magia de tempos tão antigos e sentidos.
Desabrocha em toda a tua sinceridade e autenticidade.

Pedro Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Círculo de Encontros: Relações, Amor e Afectividade Consciente, Domingo, 28 de Janeiro,

Círculo de Encontros: Relações, Amor e Afectividade Consciente
Domingo, 28 de Janeiro, 18h30 – 21h00
Espaço Shambhala – Artes e Terapias, Matosinhos
SINOPSE: As relações amorosas, por assim dizer, são talvez um dos contextos em que mais acabamos por ter que nos colocar “em causa”, que mais nos obrigam a olhar para nós próprios, que mais nos obrigam a enfrentar os nossos próprios medos, “sombras”, fragilidades, etc.
Como gerir e evoluir conscientemente no contexto de uma relação amorosa, considerando, ao mesmo tempo, todas as tensões, perigos e desafios inerentes?
E, no essencial, como descobrirmos aquilo que é o nosso maior potencial e autenticidade no contexto de uma relação amorosa?
Ao mesmo tempo as relações amorosas “obrigam-nos” a questionar conceitos como o do que é afinal … o Amor? E o do que não é.
E em relação às questões da sexualidade? Porque é que existem ainda tantos tabus, preconceitos e pudores em relação às questões sexuais?
Porquê o sexo é considerado de uma forma tão exacerbada ao invés de uma dimensão “natural” nos relacionamentos entre seres humanos adultos?
Mais propriamente do que dar respostas “acabadas”, o que se pretende com o Círculo de Encontros: Relações, Amor e Afectividade Consciente é criar um espaço de encontro, diálogo, troca de ideias e experiências, para quem pretende reflectir sobre estas diversas questões.
Porque a verdade é que mesmo com tudo aquilo que potenciam e possuem em si mesmo de “maravilhoso”, as relações são, simultaneamente, em muitas situações um enorme foco de sofrimento, mal-estar e mesmo de graves problemas ao nível do próprio desenvolvimento de cada um/uma.

A QUEM se DESTINA: Os Encontros destinam-se a quem possua alguma espécie de interesse pelas temáticas em questão. Quer se encontre numa relação amorosa ou não, quer perspective iniciar uma relação amorosa no imediato ou não … não existe propriamente uma circunstância pré-definida como sendo a mais indicada para poder participar nos Encontros. É sobretudo um espaço de encontro, partilha, aprendizagem e simplesmente de expressão. Porque não temos que nos sentir sós a enfrentar os enormes dilemas, desafios e dificuldades porque passamos na vida.
Não existe também um tipo específico de relacionamento pré-definido como sendo o “correcto” e o único a ter espaço de abordagem nos Encontros.

DINÂMICA: Para além da simples partilha de experiências e o Encontro enquanto espaço de expressão, em cada encontro poderão ser sugeridas diversas dinâmicas e exercício destinados a aprofundar as diversas questões abordadas.

LOCAL: 
Espaço Shambhala – Artes e Terapias, Matosinhos

DINAMIZADOR: Pedro Jorge Pereira,
Desenvolvimento Integral
93 447 6236 (Pedro Jorge Pereira)
blog. https://pedrojorgepereira-des-integral.blogspot.pt/

VALOR
5€ a reverter para uma associação

LOCAL
Shambhala - Artes & Terapias
Avenida Villagarcia de Arosa, nº 1107
4450- 302 Matosinhos
INSCRIÇÕES & INFORMAÇÕES
shambhala1107@gmail.com
926083039 - 220170362

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Solstício de Inverno – 21 de Dezembro de 2017


Solstício de Inverno – 21 de Dezembro de 2017

O Solstício é um convite à reflexão, à introspecção e, sobretudo, à metamorfose …
à profunda transformação de tudo aquilo que em ti redunda …
Que possas abraçar a mudança, que possas ser a mudança, que possas semear a mudança … que emerge das profundezas do teu ser … profundezas onde agora te recolhes e contemplas …
Que possas livrar-te do “velho”, do que já não serve, do que redunda, do que medrou e tombou no chão … onde servirá de semente àquilo que brotará impetuosamente na Primavera …
Que possas abraçar a essência e Natureza do Inverno na tua vida
Através da introspecção, através do encontro com o âmago do teu ser, através da descoberta da tua essência mais profunda …
Que possas abraçar a vida com tudo o que ela tem para te dar … seja o frio, seja toda a melancolia de um dia de Inverno … como só o Inverno tem para nos oferecer …
Abraça o caminho que a vida te propõem, ainda que pedregoso, árduo, por vezes aparentemente intransponível …
Bem-Vindo ao Inverno …
Tempo de contemplar o divino astro solar na sua mais fugaz, mas profundamente intensa, aparição ..
Tempo de Invernar …

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

“Destralhando” a sua vida - por Pedro Jorge Pereira – Desenvolvimento Integral


"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos." Thomas Handy

Vivemos numa sociedade de consumo onde, como a própria designação indica, somos constantemente incentivados a consumir. Uma actividade que, diga-se, não tem o propósito - numa grande parte das situações - de satisfazer alguma necessidade concreta mas sim unicamente a finalidade de … consumir. Assim sendo coloca-se a questão: porque é que a sensação de “vazio” existencial é tão comum numa sociedade que consome de uma forma tão desenfreada?
Por outras palavras, se o consumo é de facto a chave para a felicidade porque é que, por exemplo, a utilização de anti-depressivos, calmantes e medicamentos análogos é tão elevada nas designadas sociedades industrializadas? A resposta, como em tantas outras circunstâncias, reside na própria questão: o vazio existencial e o sentimento de depressão, frustração, etc. são tão frequentes na sociedade de consumo porque, evidentemente, o consumo está muito longe de proporcionar, por si mesmo, uma felicidade verdadeira e sustentada.

Todos nós precisamos de usufruir de um determinado conjunto de bens e serviços de forma a podermos assegurar, primeiro, a própria existência e, depois, um considerável nível de conforto.
As possibilidades de aprofundarmos o processo de auto-conhecimento e desenvolvimento espiritual podem tender a diminuir se as nossas prioridades forem encontrar formas de simplesmente sobreviver. Sem prejuízo de haver diversos exemplos de indivíduos e movimentos que procuram na frugalidade - e até no próprio ascetismo - uma forma de evolução espiritual. É uma opção perfeitamente válida que, porventura, não funcionará de forma igual para todos.
Pessoalmente tendo a acreditar que não é necessário quase como que renunciarmos ao “mundo material” para que seja possível evoluir espiritualmente, ou até de tornarmos nesse o nosso principal foco existencial. O essencial da questão passará, a meu ver, por encontrar um equilíbrio entre ambas as dimensões.
Aquilo que acontece de forma bastante frequente na nossa sociedade é uma excessiva preponderância da dimensão “material”, levando a um estilo de vida que, apesar de poder proporcionar uma aparente e momentânea felicidade é, na realidade, bastante ilusório.

A satisfação que advém da aquisição de determinado produto, – vezes sem conta de algum produto não verdadeiramente necessário, – só dura alguns instantes…sendo, de forma quase imediata, substituída pelo “desejo” de aquisição de um novo produto.
Então o que acontece é darmos por nós num ciclo interminável de desejo – consumo. Um ciclo explorado e estimulado até à exaustão pela sociedade mercantil que nos rodeia através de mil e uma estratégias e instrumentos de marketing.
Acabamos por viver com esse propósito primordial de trabalhar para ganhar dinheiro. Viver para trabalhar, trabalhar para ganhar dinheiro, ganhar dinheiro para podermos adquirir mais e mais bens de consumo.

A noção do que é verdadeiramente importante e necessário perdeu-se entretanto algures nesse processo “viciado” e “viciante”. É talvez uma das dependências mais toleradas e até estimuladas na nossa sociedade: a dependência do próprio consumo, ou melhor dizer, do consumismo.
Um dos principais problemas é que essa febre consumista (para além de diversas consequências ao nível, por exemplo, do consumo exacerbado de recursos provindos da Natureza e outras formas de impacto ecológico: como a produção de resíduos diversos) acaba por nos distrair daquilo que é essencial: a própria vida.

Ao procurarmos a felicidade no acto do consumo, no consumo de objectos (ou serviços) – objectos muitas vezes meramente simbólicos e sinónimo de determinado estatuto, ou pseudo-estatuto, social – acabamos por não cultivar uma verdadeira e profunda felicidade que reside não necessariamente nos objectos mas sobretudo num sentimento de harmonia e paz interior em larga medida pouco dependente das circunstâncias externas.
No fundo é aquilo que se pode designar de uma tranquilidade perante os eventos e circunstâncias que sucedem na nossa vida, por muito problemáticas ou até “dramáticas” que elas por vezes possam ser. Ou seja, a nossa atitude perante as adversidades é que determina em larga medida esse sentimento de “paz” e felicidade mais profunda.
E, por outro lado, o “consumo” pode ser efectivamente um meio para nos sentirmos bem, ou ajudar a isso, mas nunca o fim único da nossa existência.
No essencial pode-se talvez afirmar que a felicidade reside muito mais em cultivar a gratidão por todas as pequenas e grandes dádivas do dia-a-dia, em valorizar as relações afectivas, do que na aquisição de determinados objectos. Mas será que são essas as nossas prioridades e objectivos de vida?

Outro dos aspectos sobre o qual gostaria de reflectir prende-se com o ciclo de aquisição – acumulação. A acumulação é uma realidade que observo de forma muito frequente.
A meu ver é também um fenómeno bastante nefasto e que obsta à nossa própria evolução. Na verdade ela também é alimentada por pensamentos ilusórios. A “acumulação” radica, entre outros aspectos, na incapacidade (que pode e deve ser “trabalhada”) de nos libertarmos das coisas que já não precisamos e de que provavelmente já não viremos a precisar.
A questão é que, para além do aspecto prático e físico do espaço que essas “tralhas” ocupam, há também uma outra dimensão - mais “filosófica” ou “espiritual”, se quisermos - de um espaço da nossa vida que continua ocupado com objectos, emoções, esquemas que são completamente redundantes e a sua não “libertação”, obsta a que “libertemos” espaço para coisas novas poderem “surgir” na nossa vida. A energia da estagnação é, evidentemente, contrária à do movimento e a acumulação de “tralhas” gera mais estagnação.

Por outro lado existe o medo de que algo possa vir ainda a ser necessário … isto porque não confiamos que, nessa altura, a nossa vida reunirá as condições necessárias para providenciar daquilo que for realmente essencial.
É evidente que, pontualmente, há determinadas coisas que podem efectivamente vir a ser úteis em determinado momento da nossa vida. Mas a questão é a diferença entre pontualmente e sistematicamente. A diferença é entre pontualmente guardarmos determinadas coisas porque há efectivamente uma probabilidade considerável de virem a ser necessárias e entre sistematicamente guardarmos tudo ou quase tudo por partimos sempre do princípio que tudo ou quase tudo vai ser ainda necessário. Muitas vezes o resultado disso é a acumulação de dezenas, centenas, milhares de objectos que, em boa verdade, nunca chegamos a usar. Numa grande parte das situações acabamos até por esquecer que eles existem…perdidos numa qualquer gaveta, armário, etc.
Quantas vezes olhamos para um objecto e perguntamos-nos: Há quanto tempo não uso isto? E se não usamos há, por exemplo, mais de um ano então não será porque efectivamente não precisamos verdadeiramente dele?

É pois fundamental cultivarmos a capacidade de regularmente nos irmos libertando das coisas. Desde coisas (objectos) propriamente ditas até “coisas” num sentido mais abstracto: situações, esquemas, vícios, etc. Um dos aspectos mais interessantes é o de cultivarmos uma atitude de “compaixão” para com aqueles que nos rodeiam…provavelmente há imensas coisas que para nós já não têm qualquer utilidade mas para outros podem ser ainda bastante úteis. Em muitas situações, felizmente, já temos aquilo que é verdadeiramente essencial e então podemos (e, diria, devemos) doar parte do que temos com outras pessoas mais “necessitadas”.
O sentimento que daí advém é tão ou mais gratificante do que o próprio sentimento de adquirir ou receber determinado bem.
Termino salientando que uma das formas mais inteligentes de não acumular é, antes de adquirir algo, questionarmos-nos até que ponto necessitamos verdadeiramente desse objecto. Ou seja, descobrirmos a simplicidade da própria vida é também um hábito extremamente saudável e que, tendencialmente, nos permite caminhar rumo a uma maior sensação de verdadeira felicidade.

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Com profunda gratidão: Pedro J. Pereira.
Sugestões Ortográficas: Sofia Barradas


Pedro Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL.
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domingo, 24 de setembro de 2017

Equinócio de Outono - 22 de Setembro de 2017




As folhas amarelecem. As árvores libertam-se da sua folhagem e gradualmente nos afastamos dos momentos estivais onde cumpriram uma das suas principais funções. Gratidão pela sombra no forte sol de estio! Agora essas mesmas folhas, nesse mesmo solo húmido e profundo, cumprem uma outra função. Cumprem a função de alimentar o solo, cumprem a função de conterem, em si próprias, a semente do que há-de brotar.
É também tempo de nos libertarmos da nossa “folhagem” … de cumprimos mais um ciclo da vida encetando uma nova jornada de busca. É tempo de também nós lançarmos sementes do que queremos que venha a brotar na nossa vida. É o tempo … é o tempo agora. É ainda o tempo de um maior recolhimento e uma ainda maior conexão com o som silencioso de mais este profundo ciclo da Natureza. Abraçando a chegada do Outono e saudando este jovem mas também velho companheiro!


Pedro Jorge Pereira – Desenvolvimento Integral

domingo, 10 de setembro de 2017

cuidar e nutrir ... já!




já pensas-te …em tamanho privilégio que é chegares a casa – sim, a casa – e sentires o calor do abraço de quem te ama e diz: “tive saudades tuas, ansiei pelo momento de sentir o teu abraço” …
já pensas-te … em tamanho privilégio que é deitares-te e sentires o seu corpo enroscado no teu como quem te diz “ficava aqui eternamente … obrigado pelo Lar com que sempre sonhei” …
já pensas-te … em tamanho privilégio de quem te diz … “aconteça o que acontecer, acredito de todo o coração, quero estar aqui a teu lado”
já pensas-te … que há dádivas diárias como o nascer do sol, o pôr do sol, o sorriso de um bébé, um cachorro que brinca, as folhas que caiem … e são isso mesmo, dádivas … e que há dádivas raras e ainda mais únicas como a forma como ela/ele olha profundamente e autenticamente nos teus olhos e te diz: Amo-te … beijando-te em seguida como quem diz “quero sentir o teu corpo em mim” …
já pensas-te … que cada instante, cada sopro de uma relação é único e um ténue milagre?
Já pensas-te …
Já pensas-te .. que coisas que tens como adquiridas e banais podem ser, somente, aquilo que de mais sagrado e valioso alguma vez a tua existência poderá aspirar?
Já pensas-te … se este fosse o último instante de poderes demonstrar gratidão pela forma como és abençoado, privilegiado, por teres essa companheira/esse companheiro a teu lado … o que farias para o demonstrar?
Se não pensas-te … pensa, agora, rápido … e mais rápido ainda … demonstra-o …
os milagres não são “gratuitos” e “eternos” … eles fazem-se também da forma como os nutres, cuidas e valorizas …
Depende de ti, e sobretudo de ti, nutrires, cuidares e valorizares o privilégio de a/o teres a “teu lado” na tua vida …
Depende de ti … a cada instante, agora … então, não esperes por quando for demasiado tarde, e amanhã pode ser já demasiado tarde, daqui a uma hora pode ser já demasiado tarde … tudo o que não for agora, já … pode ser demasiado tarde …
Espero que esta mensagem “te toque” antes de ser demasiado tarde … e te alerte para a urgência de nutrires a gratidão que deverias sentir se és um desses/dessas priveligiad@s a quem é concedido o “milagre” de viver e construir um verdadeiro Amor … sim, porque o verdadeiro Amor é sobretudo aquilo que consegues construir, plantar e cuidar com alguém …
E se esta mensagem te tocou … sente-te, claro, convidad@ a partilhá-la com tod@s a quem aches que ela pode tocar.

Muita Paz e Amor contigo …

Pedro Jorge Pereira – Desenvolvimento Integral

quarta-feira, 12 de julho de 2017

LAR


E quando te for concedido o privilégio sempre tão único de encontrares um Lar ... venera cada simples "pedra" do seu chão, abençoa cada ínfima partícula das suas paredes, cuida dele como se de um frágil passarinho caído do ninho tivesses em tuas mãos e sente a gratidão de cada instante que te é concedido ... pois cada instante é, à imagem da criação, frágil, vulnerável e quem sabe o derradeiro ... quem sabe o que te espera na próxima "curva" ... se tens um Lar onde o mais profundo Amor te faz sentir em casa ... tens algo mais valioso do que possas sequer imaginar ... defende esse tesouro com a tua vida se necessário, pois poucas coisas terão tanto significado em tua vida ... e é talvez dele, e dos que mais te "tocaram na alma então", que te recordarás no momento de partir ...